Teve início na noite de ontem (23), em Brasília, o 2º Congresso Nacional da Pastoral da Juventude Rural. São mais de 1500 jovens vindos de 18 estados para definir ações que dêem respostas aos desafios da atual conjuntura política e econômica. Além disso, o congresso quer firmar a PJR enquanto organização nacional e se fortalecer como referência para os jovens do campo.

Na abertura do evento uma bela e profética mística envolveu a todos os que estavam no local chamando para anunciar a esperança e construir o projeto popular para o Brasil. Na mesa de abertura estiveram várias pessoas, entre elas o bispo referencial das Pastorais da Juventude do Brasil, Dom José Mauro Pereira Bastos, e a representante da Via Campesina Marina Santos. Dom José Mauro disse que o congresso é o grito da juventude camponesa que acredita na novidade para a transformação do Brasil em um país digno de se viver. “Este congresso é uma experiência de fé, de luta e do Reino de Deus que se concretiza”, finaliza o bispo.

Já Marina afirmou que o congresso é a demonstração de força e resistência dos trabalhadores do Brasil. “É preciso resistência para enfrentar o modelo neoliberal e é papel da juventude apontar os rumos para onde o Brasil deve caminhar. Este é um bom momento para debate e elevação do nível de consciência dos jovens camponeses. É tarefa de vocês desenvolver lutas permanentes contra o agronegócio que exclui os jovens do campo e deixa 500 mil jovens camponeses analfabetos”, afirma a liderança.

Analise de conjuntura e teologia da libertação são temas do 2ºdia

João Pedro Stédile foi o debatedor sobre a análise de conjuntura no dia de hoje (24). Stédile centrou sua fala no modelo neoliberal e trouxe vários dados. Entre eles o de que 25% da população brasileira é desempregada e deste total, 67% são jovens que tem menos de 24 anos, segundo ele, isso é fruto do modelo neoliberal que está em crise. João Pedro termina com os desafios para a classe trabalhadora, entre eles o de organizar a juventude urbana.

Também foi debatedor Frei Gilvander Moreira, assessor dos movimentos sociais em Minas Gerais. Seu tema foi Teologia da Libertação no cotidiano da juventude e na prática pastoral. O Congresso segue até o próximo dia 27, quinta-feira. Durante estes dias várias atividades estão planejadas, entre elas noites culturais, palestras e debates em grupos.

– Alexania Rossato, Mestranda em Comunicação, Universidade Federal de Santa Maria